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Depressão sazonal: estratégias de prevenção

No mundo da psicologia, deparamo-nos com diversas nuances da mente humana, e uma das áreas que frequentemente exploramos é a depressão sazonal.

Para muitos, a chegada do inverno pode trazer não apenas temperaturas mais baixas, mas também um clima emocional mais frio, desencadeando a chamada depressão sazonal.


Este fenómeno é particularmente desafiante para aqueles que enfrentam trabalhos complexos e exigentes.

Mas o que é a Depressão Sazonal?

A depressão sazonal é uma forma de categorizar um estado depressivo que se observa em maior amplitude em determinadas estações do ano, geralmente no outono e inverno, quando há uma redução significativa da exposição à luz solar. As pessoas que enfrentam trabalhos intensos e com uma grande exigência, provocando elevados níveis de stress podem ser particularmente suscetíveis a esse fenómeno devido ao caos que se faz sentir associado ao ambiente profissional. Daí ser importante pensarmos em algumas estratégias para antecipar estados agudos de desorganização emocional. Deixamos algumas estratégias em baixo. Note-se que algumas destas estratégias são claramente fáceis de pensar, mas, num ambiente exigente, e com as características contextuais e ambientais como as que temos nesta altura do ano, pode ser desafiante voltar aos básicos.



Luz Solar Artificial: Incentive a exposição à luz solar artificial, especialmente durante os meses mais frios. Lâmpadas de luz quente podem ser uma forma eficaz para combater os efeitos da redução da luz natural.


Organização e Prioritização: Ajude as pessoas a organizar e prioritizar tarefas profissionais. Estabelecer metas realistas e criar planos de ação reduzirá a sensação de sobrecarga.


Equilíbrio Trabalho-Vida: Promova métodos para manter e/ou melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Isso pode incluir estabelecer limites claros, saber dizer não, praticar a desconexão digital e reservar tempo para atividades pessoais significativas, quer sejam feitas sozinhas, com relações de amizade ou familiares.


Exercício Físico Regular: A importância do exercício físico regular, mesmo que em pequenas doses, é fundamental. A atividade física liberta endorfinas, que são substâncias químicas cerebrais que ajudam a melhorar o humor. Mais vale correr todos os dias 10 minutos, do que correr duas vezes por semana 40 minutos. A regularidade e consistência são a prioridade quando necessitamos de estabelecer um hábito.


Técnicas de Relaxamento: Aprenda técnicas de relaxamento, como a respiração profunda (respiração diafragmática), meditação e mindfulness, para ajudar a lidar com o stress diário. Utilize materiais feito pela nossa equipa certificada de profissionais de psicologia para facilitar as reflexões que poderão ajudar este trabalho de relaxamento - utilize o voucher SAZONAL para obter uma oferta exclusiva de 50%


Rede de Apoio: Encoraje a construção e manutenção de uma rede de apoio sólida, seja ela composta por colegas de trabalho, amigos ou familiares. Partilhar preocupações e experiências pode aliviar o peso emocional. Às vezes estamos num jantar de amigos, sentimos aquele peso na barriga, ou aquela taquicardia. Não sabemos o que fazer.


Estarmos disponíveis para dizer a um amigo "vem lá fora comigo", e já fora do restaurante dizer a este amigo "não me estou a sentir nada bem, e o pior é que não sei ao certo porquê", pode ser mais libertador e saudável do que aguentar um jantar de amigos com sintomas de um ataque de pânico.

Na minha experiência, tenho trabalhado com profissionais em ambientes altamente competitivos e desafiantes. Nesta altura do ano, os desafios emocionais tendem a aumentar exponencialmente - e nem falemos das épocas de festa que isso serve para outro texto.


Uma abordagem que se tem mostrado bastante eficaz é a implementação de programas de bem-estar que se foquem nas necessidades das pessoas e não apenas nas necessidades das organizações, incentivando práticas saudáveis e permitindo que se possa dizer "não" sem (i) medo de retaliações ou (ii) percepções de inferioridade. Saber dizer não, não é um ato de inferioridade, nem de limitação. É um ato de coragem e de amor próprio. Não há muitas pessoas que o saibam fazer de forma saudável. Não são raras as vezes que vemos pessoas a fazê-lo quando já atingiram um estado de burnout e nesse momento até somos capazes de as colocar num pedestal, porque conseguiram finalmente dizer não. Sem desprimor para quem consegue quebrar o ciclo de stress crónico e agudo, parece-me que o grande objetivo é sabermos antecipar e prevenir o mesmo e para isso, cada pessoa, individualmente, deverá identificar quais as estratégias que melhor funcionam para si.


A prevenção é a chave. Ao compreender as particularidades da depressão sazonal e aplicar estratégias proativas, podemos ajudarmo-nos e ajudar os outros que estão connosco em ambientes profissionais exigentes, a navegar pelas sombras do inverno com mais resiliência e acima de tudo, maior vitalidade.


Diretor e Psicólogo Clínico


 

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