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Sem pessoas, o que seria das organizações?

Líderes, gestores, supervisores de organizações: este texto é, em especial, para vocês. O que fazer quando as pessoas da equipa têm problemas de saúde psicológica?


 

Todas as pessoas, de uma forma ou de outra, sentem atualmente o impacto, na saúde mental, da pandemia, do conflito global, da inflação ou das alterações climáticas e, as organizações sabem disso, pela tendência em facilitar apoio à saúde mental dos trabalhadores.


Sabiam que o custo anual, na UE, com a depressão associada a contexto laboral é de €617Bn? E que o custo para os empregadores, resultante do absentismo e do “presentismo” foi também estimado em 272 biliões de euros?


Hoje celebra-se o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e queremos ampliar a importância do investimento, nas organizações, de programas de intervenção em saúde psicológica que apoiem as pessoas das organizações: o retorno de investimento pode ultrapassar os 10 euros por 1 euro investido neste tipo de iniciativas.




Organizámos algumas sugestões gratuitas, pouco dispendiosas e subtis para líderes, gestores e supervisores, que podem ser úteis quando têm nas equipas pessoas com problemas de saúde psicológica:


  1. Apoiar a flexibilidade de horário (face a efeitos de medicação, presença em consulta, entradas e saídas + flexíveis);

  2. Possibilidade de trabalho remoto ou parcial;

  3. Possibilidade de pausas mais frequentes;

  4. Ajustes à comunicação do feedback, instruções ou pedidos (por escrito, ao invés de verbal);

  5. Promoção de reuniões frequentes, num espaço calmo e seguro;

  6. Ajustes e alterações de função, tarefas, espaço ou até localização do posto de trabalho;

  7. Promoção de acompanhamento psicológico e assegurar que a pessoa conhece fontes de apoio;

  8. Respeitar a pessoa (principalmente quando não quer falar ou aceitar ajuda);

  9. Saber que a pessoa pode não querer apoio em determinado momento e que pode discutir, com confidencialidade, os problemas quando assim o desejar

  10. Não comentar nem quebrar a confidencialidade sobre o que a pessoa partilha; (nota: em caso de risco de vida ou contra a sua integridade ou de terceiros, assegurar rede de suporte e a partilha da informação necessária à segurança da pessoa).


E quando a pessoa está de baixa, o que fazer?


  • Comunicar gentilmente, com alguma regularidade, pelo contato preferencial para saber como está e mantê-la a par, de forma geral, como estão as coisas no trabalho (sem ser “vomitar” problemas, sem pressão ou necessidades!)

  • Enviar flores, postal, cartão digital com votos de rápidas melhoras ou recuperação - envolver a restante equipa

  • Respeitar os limites da pessoa, principalmente se a pessoa estiver em sofrimento (zanga, hostilidade, tristeza)

  • Se a pessoa estiver muito doente, explorar outras opções para demonstrar a sua importância para a equipa

  • Encorajar o contato entre colegas

  • Assegurar a permanência do posto de trabalho

  • Não pressionar para o regresso

  • Antes da pessoa regressar, criar um plano de ação e ajusta processos/procedimentos

  • Preparar a restante equipa para o regresso da pessoa



Importante:


Depois da pessoa regressar de baixa, é fundamental:

  • demonstrar disponibilidade para adaptar e ajustar função/posto/local de trabalho;

  • agendar reuniões regulares e, em especial, no primeiro dia de regresso da pessoa;

  • promover o regresso “faseado”, ao nível de tempo de trabalho, tarefas e expectativas;

  • escutar a pessoa, compreendendo como está e promovendo a partilha sobre stress ocupacional e saúde mental junto da(s) equipa(s).



Porque, sem pessoas, o que seria das organizações?



Cofounder RUMO & Diretora Clínica

Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde







Referências:

Matrix, 2013 in EU-OSHA, 2014

Ordem dos Psicólogos Portugueses, 2020


O que seria das organizações?

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